História

 

Nos últimos 100 anos, a Imperial Tobacco estabeleceu-se como um dos principais produtores de produtos tabaqueiros de elevada qualidade do mundo

História

Desde que a Imperial Tobacco foi fundada em 1901, ocorreram alterações na tecnologia, no comércio e na sociedade. Ao longo destes anos, a empresa passou por uma expansão, diversificação e racionalização, fusões, cisões e aquisições.

WD & HO Wills

A WD & HO Wills foi fundada por Henry Overton Wills (1761-1826), que abriu uma loja em Castle Street, Bristol, em 1786. Exercia o seu negócio como Wills, Watkins & Co, mas após a reforma do seu sócio em 1789, a empresa passou a designar-se Wills & Co.

William Day Wills e Henry Overton Wills II sucederam ao seu pai em 1826 e, quatro anos mais tarde, a empresa adotou o seu título familiar.

Wills era conhecido pelo seu espírito de família e por acreditar que os trabalhadores também deveriam desfrutar. A empresa foi pioneira a disponibilizar refeitórios, cuidados médicos gratuitos, instalações desportivas e férias pagas.

"Cuidados médicos gratuitos, instalações desportivas e férias pagas"

Anúncio Will´s Whiffs

Foi umas das primeiras grandes empresas tabaqueiras a produzir cigarros.

Bristol, introduzido em 1871 e inicialmente feito à mão, foi o primeiro cigarro a ser produzido na fábrica de Londres da empresa e surgiu com diversos aspetos mas foi retirado em 1974.

Anúncio de Three Castles.

Seguiram-se o Three Castles e Gold Flake em 1878 e o Woodbine, produzido na revolucionária máquina Bonsack, dez anos mais tarde.

O Embassy, introduzido em 1914, viria a repetir o seu sucesso inicial após um novo lançamento como marca com desconto em 1962.

As fábricas e escritórios da Wills encontravam-se na vanguarda do design. Desde finais do século XIX, foram construídas e ampliadas fábricas não apenas em Bristol, mas também em Londres, Swindon, Dublin, Newcastle e Glasgow.

Em 1974 foram produzidos os primeiros cigarros numa fábrica em Hartcliffe, Bristol – a maior na Europa–, que fechou em 1990.

Cerca de 30 membros da família Wills serviram a empresa. O último, Christopher, tri-neto de H O Wills, reformou-se como gestor de investigação de vendas em 1969.

John Player & Sons

John Player

John Player comprou um pequeno negócio de manufatura de tabaco em Broad Marsh, Nottingham, em 1877. Empregou cerca de 150 pessoas e produziu tabacos para cachimbo e de mascar, assim como cigarros feitos à mão.

Em 1881 adquiriu umas instalações de grandes dimensões em Radford, Nottingham, onde decidiu construir três unidades fabris. Estas transformaram-se no centro de 30 acres de fábricas e escritórios que seriam desenvolvidos nesse local.

"Como Radford se transformou no centro do desenvolvimento"

John Player não viveu até ver os seus planos amadurecer. Morreu aos 45 anos, em 1884, no ano em que a primeira fábrica de Radford abriu.

O negócio continuou a expandir-se e foi gerido por um grupo de amigos próximos até que os seus filhos, John D e William G Player, assumiram a liderança como diretores executivos em 1893. Dois anos mais tarde tornou-se uma empresa privada limitada e, em 1898, todas as três unidades fabris de Radford estavam em funcionamento. Os irmãos Player retiraram-se da participação ativa no negócio em 1926. O número de funcionários aumentou de 2.500 em 1914 para 5.000 em 1928 e 7.400 em 1939.

Em 1960 a empresa estava na crista de uma nova onda e lançou a sua primeira marca com desconto, a Player´s N.º 6, em 1966. Foi um sucesso do dia para a noite. A maior adição para as suas operações chegou em 1972 com a abertura da fábrica Horizon que custou 14 milhões de libras, ocupando uma área de 45 acres em Lenton, Nottingham.

Ogden´s Liverpool

Thomas Ogden iniciou o negócio em 1860 quando abriu uma pequena loja de venda a retalho em Liverpool´s Park Lane. Num curto período de tempo já tinha estabelecido diversas filiais na cidade e no espaço de seis anos tinha a sua própria fábrica em St. James´ Street.

Em 1870 foram adquiridas instalações adicionais na Cornwallis Street e no espaço de apenas 20 anos, Ogden tinha seis fábricas e lojas em Liverpool.

"Seis instalações em apenas 20 anos"

Em 1899 tornou-se claro que não era rentável ter as operações da empresa espalhadas entre as diferentes instalações e deu-se início à construção da atual fábrica em Boundary Lane.

Aquando da sua conclusão em 1901, todas as suas atividades se concentraram nas instalações de maiores dimensões. À medida que o negócio continuou a expandir-se, a construção foi aumentando. Após um breve período enquanto propriedade da American Tobacco Company, a Ogden´s passou a ser uma filial da Imperial Tobacco em 1902. Ao longo dos anos diversas empresas tabaqueiras se fundiram com a mesma, incluindo o negócio do Reino Unido da William Clarke em 1924, Hignett Brothers em 1930 e W & E Faulkner em 1959. Em 1962 a Ogden´s deixou de produzir cigarros e concentrou-se em tabacos para cachimbo. Marcas famosas como a St. Bruno, introduzida em 1896, e a Gold Block, vendida pela primeira vez em 1901, ainda são produzidas aí. A consolidação final das marcas de cachimbo ocorreu em 1973 quando a Churchmans foi adquirida pela Ogden´s.

Nos anos 1980 efetuou-se uma melhoria das instalações de Liverpool no valor de 1 milhão de libras e em 1989 a produção de rapé foi transferida para lá da J & H Wilson de Sheffield, gerida pela Ogden´s desde a sua aquisição em 1953.

A American Tobacco Company (ATC) reservou um elevado montante de 30 milhões de dólares para adquirir as empresas tabaqueiras britânicas, uma a uma, no início do século XX.

A figura principal foi James Buchanan Duke, chefe da ATC, cujos métodos agressivos criaram um monopólio virtual para a empresa nos EUA.

Individualmente, as empresas britânicas, mesmo as de dimensão idêntica à WD & HO Wills e John Player & Sons, não conseguiriam sobreviver.

James Buchanan Duke

Quando Duke chegou a Liverpool em 1901, entrou na fábrica da Ogden´s e comprou-a na hora.

Depois, Duke abordou outras empresas britânicas e diz-se que invadiu a empresa dos irmãos Player e disse: "Olá, rapazes. Sou o Duke de Nova Iorque e vim para tomar conta do vosso negócio."

Foi-lhe educadamente mostrada a porta de saída, experiência que se repetiu noutras empresas. Enfrentando tanta resistência, fez uma pausa para refletir.

Esta pausa trouxe 13 negócios geridos pela família, liderados por Wills, Players e Lambert & Butler, tempo para reunir e, em dezembro de 1901, a The Imperial Tobacco Company (Grão Bretanha e Irlanda) Limited foi estabelecida.

O anúncio da formação da Imperial Tobacco Company em 1901

A escolha óbvia para presidente foi Sir William Henry Wills, que passou a ser Lord Winterstoke em 1906.
Mesmo assim, as empresas continuaram a fazer negócio com os seus próprios nomes e mantiveram a responsabilidade pela sua própria produção e venda.

Através da Ogden´s, a ATC começou a cortar nos preços e a oferecer presentes gratuitos no Reino Unido – táticas que também se aplicaram nos Estados Unidos da América. Contudo, a Imperial frustrou a ATC em todas as vezes.

Esta adquiriu o negócio a retalho de Salmon & Gluckstein e também estabeleceu um esquema de bónus do cliente, em que uma proporção dos lucros da Imperial era distribuída entre os clientes por grosso e a retalho.

A Imperial decidiu, então, levar a batalha até aos Estados Unidos da América, com o objetivo de adquirir um negócio adequado com o qual pudesse desafiar a ATC.

Depois de sofrer perdas graves no Reino Unido, e de ser confrontada com uma guerra comercial no país natal, a ATC estava pronta para conversar.

Em setembro de 1902 chegou-se a um acordo – a ATC entregou a Ogden´s à Imperial enquanto a Imperial abandonou os planos de entrar no mercado americano, exceto no que respeita à compra de folha de tabaco.

O resultado foi a formação da British American Tobacco Company Limited (BAT) e o acordo manteve-se em vigor até 1911 quando, ao abrigo de uma norma anti-monopólios nos Estados Unidos da América, a ATC foi dividida em quatro empresas principais. Uma delas manteve a designação de ATC e o direito de continuar a vender uma série de marcas Imperial nos Estados Unidos da América, deixando a Imperial livre para exportar qualquer uma das suas outras marcas para o mercado americano.

Até 1973 o comércio da Imperial limitava-se quase inteiramente ao Reino Unido e à República da Irlanda, enquanto a BAT se limitava, no Reino Unido, à produção para exportação e ao comércio isento de impostos. A Imperial Tobacco deteve alguns dos nomes de marca da BAT no Reino Unido, enquanto a BAT deteve a maior parte dos da Imperial na Europa Ocidental. Só em 1973 é que, de um modo geral, cada empresa voltar a ganhar o controlo dos seus próprios nomes de marca no Reino Unido e na Europa Ocidental.

Em 1980 a Imperial já tinha vendido a sua última holding financeira na BAT, embora muitas marcas comerciais detidas pela empresa no Reino Unido continuassem a ser propriedade da BAT fora da Europa.

As duas primeiras décadas do século XX foram uma época de consolidação para a Imperial Tobacco. A sua estrutura manteve-se em grande medida inalterada, para além da fundação da American Leaf Buying Organisation em 1902, da aquisição da J & F dois anos mais tarde e, em 1906, da formação da British Nicotine Company para processar resíduos para utilização agrícola.

No final da 1ª Guerra Mundial a empresa explorou novas áreas, adquirindo a Robert Fletcher & Son e a Ashton Containers para produzir o papel para os cigarros.

Em 1921 a St. Anne´s Board Mill Company passou a ser uma filial totalmente detida pela empresa e seis anos mais tarde foi adquirida uma participação financeira da cadeia Finlay de lojas e quiosques de venda de tabaco (passando a ser totalmente detida pela empresa em 1963).

Em 1930 também foi comprado uma participação de controlo na Robert Sinclair, uma revendedora de tabaco de Newcastle-upon-Tyne.

No final de 1970, o Finlays era o maior grupo de retalhistas de tabaco no país enquanto a Robert Sinclair se transformou no maior negócio do seu género na Escócia e no norte de Inglaterra.

Os interesses tabaqueiros da Imperial continuaram a crescer. A Canon´s Marsh Tobacco Bonds foi formada em Bristol em 1920 para armazenar folha de tabaco alfandegada e foram estabelecidas unidades de produção de Wills e Player na Irlanda alguns anos mais tarde.

A Leaf Buying and Processing Organisation (Organização de Compra e Processamento de Folha de Tabaco) em África e a British Leaf Tobacco Company of Canada (Companhia Britânica de Folha de Tabaco do Canadá) foram formadas em 1926.

A Walters Tobacco Company foi adquirida em 1938, seguida pela E & W Anstie em 1944 e pelos produtores de rapé SheffieldJ & H Wilson em 1953.

Gradualmente, os produtores de tabaco mais pequenos foram fundidos em unidades maiores e, no final de 1980, as 22 empresas que formavam a Imperial foram reduzidas a três: WD & HO Wills, John Player & Sons e Ogden´s.

Desde 1960, a Imperial desenvolveu uma estratégia centrada na diversificação e afastada do seu foco no tabaco.

Observou-se um avanço para a indústria alimentar, de bebidas e lazer e isso começou mais a sério com a aquisição da Golden Wonder, um negócio relativamente pequeno que produzia batatas fritas em Edimburgo.

Com o financiamento bancário da Imperial, no final de 1960 a Golden Wonder tinha-se transformado numa empresa líder num mercado de muitos milhões de libras.

Dois anos mais tarde foi formada a Mardon Packaging International, uma joint venture entre a Imperial e a British American Tobacco, produzindo uma grande variedade de produtos que ia desde as embalagens dos cigarros à impressão geral, garrafas de plástico e formas de papel.

A Imperial moveu-se até à indústria do plástico doméstica e industrial, lançando-se no ensino de maquinaria e eletrónica com a aquisição do Creators Group em 1964 e a formação da Education and Scientific Development como parte do ESL (Bristol).

Em 1967 a empresa fez a sua maior aquisição até então - o HP Sauce Group com as suas inúmeras filiais, incluindo a Lea & Perrins.

Depois seguiu-se a National Canning Company (Smedley´s), conduzindo a Imperial até aos alimentos congelados e posteriormente aos enlatados.

Em 1969, surgiu uma enorme adição com o Ross Group, outra empresa de alimentos congelados, e a Imperial alterou a sua designação para Imperial Tobacco Group Limited.

Em 1971 já tinha adquirido a Plastic Coatings e a sua filial, a United Moulders.

Em 1972 a Courage, com todas as suas filiais, juntou-se ao grupo, trazendo consigo 8 fábricas de cerveja, 6 armazéns de engarrafamento, 6.000 bares, cerca de 700 lojas autorizadas para a venda de bebidas alcoólicas e 38 hotéis.

No ano seguinte a designação da empresa passou a ser Imperial Group Limited (mais tarde, PLC) e a Imperial Tobacco Limited foi formada para gerir os seus interesses tabaqueiros.

Em 1979 o grupo empregava cerca de 100.000 pessoas e a sua estrutura foi revista e decomposta em cinco divisões: Tabaco, Papel e Cartão, Alimentação, Comércio de Distribuição e Comércio Geral.

O seu caráter internacional aumentou, particularmente com a compra da Pillsbury Farms nos Estados Unidos da América, em 1974. Seis anos mais tarde, a Imperial comprou o hotel e a cadeia de restauração Howard Johnson nos Estados Unidos da América numa tentativa de diminuir a dependência da empresa dos lucros do Reino Unido, mas voltou a vendê-los em 1985.

Em 1981 teve início uma grande reorganização da Imperial Tobacco como resultado do declínio no mercado de produtos derivados de tabaco e da necessidade de uma maior rentabilidade.

A administração foi centralizada e foram encerradas quatro fábricas - a fábrica de charutos Wills em Bristol, as fábricas de cigarros Wills em Glasgow e Newcastle e a fábrica de cigarros Player em Stirling.

Projetou-se um programa de novas tecnologias na ordem dos 35 milhões de libras para reequipar as fábricas restantes com maquinaria mais rápida e com menor necessidade de trabalho intensivo.

Em 1986, tinham entrado em funcionamento três novos centros regionais de distribuição - em Bristol, Nottingham e Glasgow - e foi anunciada uma grande alteração da estrutura de gestão da empresa.

Reconheceu-se que apenas uma empresa eficientemente estruturada poderia esperar liderar a indústria tabaqueira britânica no futuro, tal como a Imperial tinha feito nos últimos 85 anos.

No final de 1985 a Fundação Hanson (posteriormente PLC) levou a cabo com êxito uma licitação para comprar a Imperial e a absorção completou-se no mês de abril seguinte. As mudanças sucederam-se rapidamente. A Courage vendeu-se em setembro e a Golden Wonder em outubro. Logo lhes seguiram a Finlays, Bond´s Delivery e a área grossista da Sinclair e Collins.

Em meados de 1988 o pessoal de vendas da Wills e Players passou por uma fusão e o número de marcas tinha-se recortado de 155 para 63. Em dois anos, apenas restavam 29 marcas na carteira.

Em maio de 1990 anunciou-se uma importante estratégia que tinha o objetivo de fazer da companhia o fabricante de tabaco mais eficaz da Europa.

As novas máquinas da fábrica Horizon produziam 14.000 cigarros por minuto, o dobro da produção prévia. Abriu-se uma nova fábrica de charutos em Bristol em 1991, que se equipou com máquinas que produziam 200 charutos por minuto, em contraste com os escassos 20 que conseguiam previamente.

Estes progressos, bem como a concentração da produção em três lugares principais - Bristol, Liverpool e Nottingham - significaram uma redução da mão-de-obra. No final de 1993, o número de empregados tinha diminuído para 2.500.

Em outubro de 1996, após dez anos com a Hanson PLC, a Imperial voltou a ser independente a nível corporativo e a Imperial Tobacco Group PLC passou a aparecer na London Stock Exchange como empresa FTSE 100.

Liderada pelo Chief Executive Gareth Davis, a equipa de gestão procurou de maneira ativa fortalecer a posição da Imperial em mercados rendíveis de ultramar e entre 1997 e 2008 gastaram à volta de £17.000 milhões em aquisições – a transformar o Grupo no quarto maior fabricante internacional de tabaco.

Em 1997 a Imperial adquiriu a Rizla, o fabricante número um a nível mundial de papel de fumar. No ano seguinte, a Imperial comprou o negócio de tabaco baseado na Holanda da Douwe Egberts Van Nelle e as suas famosas marcas de Drum e Van Nelle de tabaco de corte fino.

Em setembro de 1999 foi adquirida uma série de cigarros de qualidade, tabaco de corte fino e papel de fumar na Austrália e Nova Zelanda. O Grupo Baelen, um fabricante belga de tabaco de onça foi adquirido em setembro de 2000 e um mês depois o Grupo EFKA, um fabricante baseado na Alemanha de papel de fumar e tubos passou a formar parte da Imperial Tobacco.

A princípios de 2001 a Imperial anunciou a compra da Tobaccor, o segundo fabricante/distribuidor mais grande da África Subsaariana, com interesses em expansão no Vietnam. Esta adquisição transformou a presença da Imperial no continente africano e facilitou um trampolim para um maior crescimento na Ásia.

Em 2002 a Imperial adquiriu a Reemtsma Cigarettenfabriken GmbH, a empresa de tabaco internacional baseada na Alemanha. Esta adquisição marcou uma evolução estratégica no negócio da Imperial e reforçou o seu compromisso para se converter numa empresa de tabaco global.

As fortes posições da Reemtsma nos mercados da Alemanha e Europa Central y de Leste e Ásia deram um complemento natural as maiores fortaleças do mercado da Imperial no Reino Unido, Europa Ocidental, Australásia e África.

Em 2005 a Imperial investiu na Skruf, um fabricante sueco de snus, e em 2006 o grupo adquiriu a marca de cigarros mundial Davidoff , tendo sido licenciado de longo prazo desde a adquisição da Reemtsma.

Em abril de 2007 a Imperial entrou no rendível mercado do tabaco dos Estados Unidos através da adquisição de marcas Commonwealth, o quarto maior fabricante de cigarros do país.

O que foi seguido em janeiro de 2008 pela adquisição da Altadis, o quinto maior fabricante de cigarros do mundo com a marca icónica de Gauloises e o líder mundial em charutos.

Em 2009 a Imperial tinha-se convertido numa empresa de tabaco internacional e estabelecida com um registo de criar valor para os seus acionistas.
Este sistema de crescimento baseado em adquisições tem permitido o desenvolvimento da mais ampla e equilibrada carteira e marca na indústria com presença em mais de 160 mercados.
Mesmo assim, depois de um período de dez anos de intensa consolidação da indústria a Imperial permanece como uma de apenas quatro fortes empresas internacionais que competem umas contra as outras a nível global.

Os anos desde o início da década também se caracterizaram por altos níveis de comércio ilícito e a um aumento das regulamentações do tabaco. Sendo prática comum a interdição de fumar em lugares públicos.

Em este contexto, e contra o cenário de uma das piores recessões na história a estratégia da Imperial foi reorientada para melhorar a qualidade do crescimento orgânico e reforçar a sustentabilidade do negócio.

Agora sob a liderança do Chief Executive Alison Cooper, a seguir à reforma do Gareth Davis em 2010, a Imperial também começou a perseguir oportunidades de crescimento em outras áreas através da nova subsidiária independente, Fontem Ventures.

Inicialmente com a encomenda de entrar no rapidamente crescente mercado do e-fumo, a Fontem adquiriu ativos e-fumo e know-how da Dragonite International, uma empresa fundada por um dos pioneiros das tecnologias dos cigarros eletrónicos.

Em 2013 a pegada global da Imperial foi realinhada e gerida baseada no papel estratégico de cada mercado e não na sua localização geográfica, a priorizar os mercados com mas Crescimento ou Retorno.

Ainda por cima, os produtos mais importantes da Imperial foram categorizados como Growth Brands (Marcas de Crescimento), nomeadamente as marcas melhor estabelecidas com um atrativo forte para os consumidores – ou Specialist Brands (Marcas Especialistas), um intervalo de marcas de cigarros, tabaco de corte fino, papel de fumar, charutos e tabaco sem fumo com fortes posições  nas suas próprias categorias e atrativo para grupos de consumidores específicos.

Em junho de 2015 a Imperial completou a adquisição de quatro marcas de cigarros dos Estados Unidos e os direitos internacionais a marca de cigarros eletrónicos blu. A operação transformou a presença da Imperial no mercado de tabaco mais rendível fora da China, aumentado a sua carteira, quota de mercado e cobertura de distribuição significativamente.

A Imperial Tobacco Group PLC alterou o nome para a Imperial Brands PLC em fevereiro de 2016. A alteração foi feita para refletir a largura das marcas da empresa nas suas cinco entidades perfeitamente distintas: Imperial Tobacco, Tabacalera (charutos premium), ITG Brands (negócio do tabaco nos Estados Unidos), Fontem Ventures e Logista, um negócio logístico de produtos de tabaco e não do tabaco adquirido como parte da adquisição da Altadis em 2008.

Também em 2016, a última fábrica de tabaco da Imperial no Reino Unido– a fábrica Horizon em Nottingham – foi fechada, a transferir a produção para as instalações da Europa continental.

 
 
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