Notas de imprensa

 
 

A Altadis vai ativar um plano de restruturação

terça-feira, 19 janeiro 2016

  • O plano inclui as áreas de finanças e vendas, e contempla a necessidade de cessar a atividade da fábrica de cigarros de La Rioja 
  • Vai-se propor a pré-reforma a 180 dos 471 trabalhadores afetados e impulsionar-se um programa de reindustrialização que permita recolocar trabalhadores excedentes da fábrica.

A Altadis vai iniciar um plano de restruturação nas suas áreas de finanças e vendas, e de produção, que vai afetar inicialmente a um total de 471 trabalhadores dos 1.021 que integram o seu quadro de pessoal. O plano, que foi anunciado hoje aos representantes dos trabalhadores, visa evitar a perda de eficiência e competitividade da empresa face à complexa situação que atravessa o mercado do tabaco em Espanha e noutros mercados. Em Espanha, concretamente, sofreu uma queda de vendas em volumes de cigarros de mais de 45% nos cinco últimos anos.

Esta descida deve-se, fundamentalmente, à influência de dois fatores que se agravaram nesse período: a pressão regulatória sobre o tabaco e o considerável aumento do comércio ilícito, provocado em grande medida pela situação de crise económica e cujo índice se estima atualmente em 10,6% das vendas legais.

A direção da empresa propôs hoje mesmo aos representantes dos trabalhadores a aplicação da cláusula de garantia do expediente de regulação de emprego aprovado pelo Ministério de trabalho e assuntos sociais em março de 2009. Isso permitiria que do total de trabalhadores afetados pela necessária cessação de atividade da fábrica, 180 se pudessem acolher à pré-reforma.

Assim pois, a companhia vai propor a melhor solução possível aos 291 trabalhadores fixos restantes, incluindo a baixa incentivada com uma indemnização superior à legalmente estabelecida para despedimentos por causas objetivas e oferecerá ao pessoal excedente da fábrica a possibilidade de encontrar trabalho através da implantação de um programa de recolocação externa e medidas sociais de acompanhamento em La Rioja que se encomendará a empresas especializadas, para além das opções de recolocação interna que se pudessem identificar conjuntamente com a representação dos trabalhadores.

A pretensão da empresa é que a fábrica de cigarros claros e negros de La Rioja, que conta com 471 trabalhadores, cesse a sua atividade em 30 de junho deste ano. Neste caso, à importante queda dos volumes de vendas de cigarros no nosso país acrescenta-se também a descida dos volumes de exportação a diversos destinos do Médio Oriente provocada pela situação bélica da zona, principalmente no Iraque e na Síria.

Ambas as circunstâncias provocaram uma descida de 42,4% no nível de produção da fábrica durante os últimos 5 anos, que fez com que se esteja a utilizar neste  momento menos da metade da sua capacidade de fabricação e que, portanto, o seu atual volume deva ser assumido por outra fábrica do grupo Imperial Tobacco. Em abril de 2014 o grupo anunciou também a cessação da atividade das fábricas de Nantes, em França, e Nottingham, no Reino Unido, motivada também por um importante excesso na capacidade de produção. 

No caso das áreas de finanças e de vendas, tanto a queda do volume de vendas como a conseguinte implantação de um novo modelo operacional poderiam implicar um número de posições excedentes ainda por definir, o que se estará em condições de concretizar durante os próximos meses. Nesse momento, a intenção da empresa seria resolver esta situação exclusivamente com pré-reformas, por isso vai-se propor à representação sindical determinar um número máximo das mesmas, que se utilizará ou não em função das necessidades.

Os trabalhadores da Altadis e os seus representantes sindicais foram já devidamente informados da intenção da empresa de ativar o plano de reestruturação. Na opinião do seu presidente, Juan Arrizabalaga: “Não se trata de uma decisão cómoda e agradável, mas vimo-nos na necessidade de a tomar face à difícil situação que atravessa o nosso sector. Agora, o nosso objetivo prioritário é oferecer a todos os trabalhadores afetados a melhor solução possível. A Altadis sempre utilizou a via do diálogo com os representantes dos trabalhadores, o que permitiu aplicar diferentes iniciativas de ajudas sociais que contribuíram para reduzir o impacto dos diversos processos de restruturação levados a cabo no passado, e é o que queremos fazer de novo com o acordo dos sindicatos”.


 
 

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